O Pampa pelo olhar de quem visita: Roteiros de vinho e história na Campanha Gaúcha

Criada em 11/09/2019



 

Por Sara Bodowsky 

Publicado em 22/05/2017, no blog Roteiro da Sara, no endereço: http://1023.clicrbs.com.br/roteirodasara/

A série de matérias replicadas na tag O Pampa pelo olhar de quem visita busca compartilhar a perspectiva de quem visita a Região da Campanha e relata suas experiências. Começando por Sara Bodowsky, no Roteiro da Sara. Seguem as suas palavras:

Roteiros de vinho e história na Campanha Gaúcha

Pois uma das regiões que vem crescendo cada vez mais no enoturismo e no turismo histórico é a Fronteira Gaúcha. Antes de sair de férias, fui até Bagé e Dom Pedrito conhecer uma pequena, porém expressiva parte do roteiro dos Vinhos da Campanha Gaúcha. Três lugares incríveis – duas vinícolas e uma pousada histórica – que PRECISAM entrar na lista de lugares para conhecer aqui no Rio Grande do Sul!

Cheguei à noite e eu era a única nos quartos do casarão. Bateu um frio na barriga! Mas, ao mesmo tempo, uma sensação de paz. Aquilo tudo era maior do que eu, maior do que minha própria história.

Explicar o que senti nos dois dias em que fiquei hospedada lá é muito difícil, mesmo para mim, que adoro transcrever em palavras a emoção que sinto – e como sinto. Basta dizer que não conseguia ir embora. Ficava mais uma hora. E outra. E ainda outra.

Uma das coisas que mais me encantaram foram os cães – a Herrera, contrabandeada da Argentina, virou meu xodó.

São vários cachorros lá – a maioria resgatada pela Cátia Souza, a gerente do lugar, e pela Elisabeth Martins Terra.

E veja – a coincidência do sobrenome. Na pousada também ficaram hospedados a maior parte do elenco de O Tempo e O Vento. Thiago Lacerda, então, virou patrão lá. Hoje, a Cátia apresenta com orgulho: “Tu vais ficar na suíte da Cleo Pires [te mete!]. Ah, esse é o quarto do Thiago”.

O casarão é de 1820. Os móveis, todos, vieram da Europa na época. De navio. E a sensação é, mesmo, de voltar no tempo.

Se prepare também para entrar em um mundo mágico.  O tempo passa diferente. É preciso respirar com calma. Com respeito.  Tem natureza, história, muitos animais – cães, gatos, cisnes, gansos, patos, galinha angorá (a Joana D’Arc), cavalos, todos convivem em harmonia.

A família Martins Terra era dona de uma propriedade que chegava quase até o Uruguai. Com poucas coisas modificadas dentro da casa, ainda é uma experiência intensa andar pelos aposentos.

Sem falar que a propriedade é rodeada por um açude – é possível contorná-lo. Do outro lado, mais uma paisagem de roubar o fôlego.

Difícil legendar, né gente.

E mais difícil ainda foi escolher as fotos. Além dessas, acho que tinha mais uma cem.

Além do casarão principal, outras estruturas também compõem a antiga fazenda.

Numa das noites, a Cátia organizou um jantar muito bacana, para eu conhecer ainda outras três vinícolas da região. Tinha visitado, naquele dia, a Peruzzo e a Guatambu.

Na noite, estiveram comigo o Vinicius Bortolini Cercato, enólogo da Dunamis, que hoje é um dos principais destaques dos vinhos da fronteira, o Gaspar Desurmont, com sua genialidade francesa através da Vinhetica, e o Thomaz Zara Mercio, que junto com a família toca os qualificados rótulos da Estância Paraizo (o Don Thomaz y Victoria virou um dos meus vinhos preferidos para harmonizar com chocolate, estrutura perfeita!).

Sim, gente, algumas garrafas já estão vazias (ou quase) na foto. Não preciso nem dizer o quanto foram apreciadas, não é? Faltou só o Tannat da Dunamis na foto. Esse, como já conhecia… bom, veio parar na minha adega! Ok, já não está mais na minha adega. Que esse final de semana foi de friozinho…

Gostaram dos relatos de Sara? Além das palavras, encantam os registros de cada momento. Os próximos textos de O Pampa pelo olhar de quem visita também serão de Sara Bodowsky, mas desta vez focado nas vinícolas, em especial a Peruzzo e Guatambu.